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- NOTÍCIAS, COMENTÁRIOS, HISTÓRIA e ESTÓRIAS DA ALDEIA-
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Coordenação de José da Luz Saramago
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Para todos os conterrâneos, em especial para os que vivem e labutam fora do seu torrão natal.
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Para todos os conterrâneos, em especial para os que vivem e labutam fora do seu torrão natal.
sexta-feira, 20 de maio de 2011
INFRAESTRUTURAS
ESPAÇO INTER-GERACIONAL AINDA SEM CONCESSIONÁRIO
Terminou o prazo de novo concurso, este com um custo mais baixo mas, mesmo assim, sem interessados. O receio de que a sua exploração não dê para manter um posto de trabalho estará, por certo, nesta desmotivação que, por outro lado, priva a população de usufruir este espaço público.
quinta-feira, 19 de maio de 2011
quarta-feira, 18 de maio de 2011
SAUDADES
ENTRE NÓS
A nossa conterrânea D. Noémia Gorjão Galvão e seu marido Manuel Galvão, radicados há muitos anos no Canadá, vieram passar férias na Louriceira e regressarão à sua segunda pátria em princípios de junho.
Desejamos-lhes uma boa estadia e bom regresso ao Canadá.
EXPOSIÇÕES
"VIDA E OBRA DE MARIA LUCÍLIA MOITA"
No próximo domingo, dia 22, a partir das 16h, será inaugurada esta exposição de homenagem à ilustre alcanenense na Biblioteca Municipal.
Como complemento, será exibido o documentário cinematográfico "Maria Lucília Moita - Imenso Mundo de Dentro",de Mariana Castro e Silvino Santana, com duração de 50 minutos.
No próximo domingo, dia 22, a partir das 16h, será inaugurada esta exposição de homenagem à ilustre alcanenense na Biblioteca Municipal.
Como complemento, será exibido o documentário cinematográfico "Maria Lucília Moita - Imenso Mundo de Dentro",de Mariana Castro e Silvino Santana, com duração de 50 minutos.
terça-feira, 17 de maio de 2011
COLABORADORES
O SALTO
Na década de 60 a vida era insuportável: ganhava-se mal e o trabalho duro.
Decidi emigrar clandestinamente pois não era possível de outra forma. Mas como não tinha dinheiro e os passadores levavam 30 contos, resolvi pedi-los emprestados a juro, com dois fiadores.
Negociei com um passador da Barreira Alva a quem entreguei metade de uma fotografia ( a outra metade entregaria em Paris, final da viagem).
Tudo acertado, apresentei-me na estação da CP no Entroncamento. Nas minhas condições estavam mais trinta pessoas que depressa se distribuíram pelas várias carruagens para não haver suspeita.
Chegámos a Penamacor e nos arredores fomos escondidos numa azenha até ao anoitecer. Atravessámos o rio e, já na Espanha, palmilhamos dezenas de quilómetros até nos encontrar-mos com outro grupo de cerca de 100 homens e mulheres num frondoso pinhal onde passámos o dia escondidos, com muita chuva e muito frio. À noite chegou um grande camião de transporte de animais onde todos embarcamos, muito apertados, em pé, encostados uns aos outros. As necessidades eram feitas numa barrica onde era difícil chegar. E assim atravessámos toda a Espanha, molhados, com frio, fome e alguns sustos. Como já era manhã, fomos escondidos dentro de palhotas e ali forneceram-nos latas de atum, pão e vinho. À noite, outra caminhada de muitos quilómetros, até à fronteira de França, atravessando um rio com a ajuda de troncos de árvores. Mais outra grande caminhada feriu pernas e pés até chegar-mos a uma estação de caminho de ferro. Partimos, separados nas várias carruagens, até Paris onde entreguei a outra metade da minha fotografia. Segui até Champinhi onde me aguardavam três conterrâneos: Prudêncio, Joaquim da Justina e Constantino da Ministra.
Era o fim do martírio de três longos dias e noites de sofrimento, fome, frio, cansaço, medo e angústia, sentimentos que não sei descrever.
Vitor Loureiro
Na década de 60 a vida era insuportável: ganhava-se mal e o trabalho duro.
Decidi emigrar clandestinamente pois não era possível de outra forma. Mas como não tinha dinheiro e os passadores levavam 30 contos, resolvi pedi-los emprestados a juro, com dois fiadores.
Negociei com um passador da Barreira Alva a quem entreguei metade de uma fotografia ( a outra metade entregaria em Paris, final da viagem).
Tudo acertado, apresentei-me na estação da CP no Entroncamento. Nas minhas condições estavam mais trinta pessoas que depressa se distribuíram pelas várias carruagens para não haver suspeita.
Chegámos a Penamacor e nos arredores fomos escondidos numa azenha até ao anoitecer. Atravessámos o rio e, já na Espanha, palmilhamos dezenas de quilómetros até nos encontrar-mos com outro grupo de cerca de 100 homens e mulheres num frondoso pinhal onde passámos o dia escondidos, com muita chuva e muito frio. À noite chegou um grande camião de transporte de animais onde todos embarcamos, muito apertados, em pé, encostados uns aos outros. As necessidades eram feitas numa barrica onde era difícil chegar. E assim atravessámos toda a Espanha, molhados, com frio, fome e alguns sustos. Como já era manhã, fomos escondidos dentro de palhotas e ali forneceram-nos latas de atum, pão e vinho. À noite, outra caminhada de muitos quilómetros, até à fronteira de França, atravessando um rio com a ajuda de troncos de árvores. Mais outra grande caminhada feriu pernas e pés até chegar-mos a uma estação de caminho de ferro. Partimos, separados nas várias carruagens, até Paris onde entreguei a outra metade da minha fotografia. Segui até Champinhi onde me aguardavam três conterrâneos: Prudêncio, Joaquim da Justina e Constantino da Ministra.
Era o fim do martírio de três longos dias e noites de sofrimento, fome, frio, cansaço, medo e angústia, sentimentos que não sei descrever.
Vitor Loureiro
segunda-feira, 16 de maio de 2011
domingo, 15 de maio de 2011
EVENTOS
RECURSOS SOCIAIS DO CONCELHO DE ALCANENA
Decorre nos dias 19; 20 e 21 de Maio o 2º Forum deste tema:
Dia 19, às 15h, no Cineteatro: Sessão de abertura; 15.30h Assinatura de protocolos. 16h Apresentação de projetos sociais. 17h Grupo Coral do Espinheiro.
Dia 20: Visitas às IPSSs do concelho.
Dia 21: 10h na praça 8 de Maio "Desporto e Saúde" com actividades desportivas e rastreio.
Decorre nos dias 19; 20 e 21 de Maio o 2º Forum deste tema:
Dia 19, às 15h, no Cineteatro: Sessão de abertura; 15.30h Assinatura de protocolos. 16h Apresentação de projetos sociais. 17h Grupo Coral do Espinheiro.
Dia 20: Visitas às IPSSs do concelho.
Dia 21: 10h na praça 8 de Maio "Desporto e Saúde" com actividades desportivas e rastreio.
sábado, 14 de maio de 2011
SAÚDE
DIABETES
No próximo dia 19, quinta-feira, pelas 15.30h, no Centro de Convívio desta Associação, será promovida uma ação de sensibilização para a prevenção desta doença que se vem multiplicando.
Inscreva-se na AIJIL até ao próximo dia 17.
No próximo dia 19, quinta-feira, pelas 15.30h, no Centro de Convívio desta Associação, será promovida uma ação de sensibilização para a prevenção desta doença que se vem multiplicando.
Inscreva-se na AIJIL até ao próximo dia 17.
SAUDADES
ENTRE NÓS
Os nossos conterrâneos e amigos António Marinha Duarte e sua esposa Dª Fátima Gorjão Duarte, radicados no Canadá, estão entre nós a matar saudades e só voltarão aquele país nos primeiros dias de junho.
Desejamos-lhes Boas férias
sexta-feira, 13 de maio de 2011
INFRAESTRUTURAS
CORTE DE ÁGUA NO ABASTECIMENTO DOMICILIÁRIO DE LOURICEIRA
DIA 16 (2ª FEIRA) ENTRE AS 8 E AS 13 HORAS
PARA HIGIENIZAÇÃO E LIMPEZA DO RESERVATÓRIO
quinta-feira, 12 de maio de 2011
RETRATOS
Plantel do Centro Instrutivo Louriceirense em 1958
Em pé: Parreira, Manuel Choca, Estrela, Júlio, Orlando e Zé Santos
Em baixo: Abílio, Zé Rui, Nicolino, Marinho, Hilário e Acácio Fortunato
Em pé: Parreira, Manuel Choca, Estrela, Júlio, Orlando e Zé Santos
Em baixo: Abílio, Zé Rui, Nicolino, Marinho, Hilário e Acácio Fortunato
quarta-feira, 11 de maio de 2011
RETRATOS
Em pé:Sató, António da Isaura, Zé da Piedade, João Miguel, Nicolino e Zé Júlio
Em baixo: Eduardo, Serafim, Zé Rui, Jaime e Mário. FOTO DE 1957
Da fila de baixo já nenhum se encontra entre nós e na de cima o António da Isaura.
Em baixo: Eduardo, Serafim, Zé Rui, Jaime e Mário. FOTO DE 1957
Da fila de baixo já nenhum se encontra entre nós e na de cima o António da Isaura.
terça-feira, 10 de maio de 2011
POESIA
EMIGRANTE
Ó emigrante, emigrante
tua vida é de suor
lutas e lutarás
por uma vida melhor
Jorge Loureiro (quando tinha 14 anos)
segunda-feira, 9 de maio de 2011
domingo, 8 de maio de 2011
sábado, 7 de maio de 2011
COLABORADORES
QUEM?
Ó vento que me animas
que dizes que tudo passa,
quem te deixou entrar por aí?
Se eu sei que não te posso ver?
Quando poderás tu, dar-me a minha razão?
Quem te disse, a ti que és cego,
que a tua força é mais forte
que os sentimentos que enlaçam corações?
Quem? Diz-me quem!
Quem poderá calar-me, se eu não quero?
Quem me impede de gritar?
De te condenar, se és culpado?
Quem poderá dizer, frente à minha força,
que eu não tenho razão?
Onde está a tua generosidade de irmão?
Livre, feliz, refrescante!
Que me dizias noutros tempos
...Já distantes... Mas ... que sei
Que quem ama é feliz?
Já não sei se odeio ou desprezo
essa vida por onde tu passas
sem permissão ou pudor!
Limito-me a apreciar-te
tal como és,
mas sem saber de onde vens!
Nazaré Henriques
Ó vento que me animas
que dizes que tudo passa,
quem te deixou entrar por aí?
Se eu sei que não te posso ver?
Quando poderás tu, dar-me a minha razão?
Quem te disse, a ti que és cego,
que a tua força é mais forte
que os sentimentos que enlaçam corações?
Quem? Diz-me quem!
Quem poderá calar-me, se eu não quero?
Quem me impede de gritar?
De te condenar, se és culpado?
Quem poderá dizer, frente à minha força,
que eu não tenho razão?
Onde está a tua generosidade de irmão?
Livre, feliz, refrescante!
Que me dizias noutros tempos
...Já distantes... Mas ... que sei
Que quem ama é feliz?
Já não sei se odeio ou desprezo
essa vida por onde tu passas
sem permissão ou pudor!
Limito-me a apreciar-te
tal como és,
mas sem saber de onde vens!
Nazaré Henriques
sexta-feira, 6 de maio de 2011
TRANSCRIÇÕES
"Um povo imbecilizado, humilde e macambúzio, fatalista e sonâmbulo, burro de carga, besta de nora, aguentando pauladas, sacos de vergonha, feixes de misérias, sem uma rebelião, um mostrar de dentes, a energia de um coice, pois que já nem com as orelhas é capaz de sacudir as moscas...
Guerra Junqueiro in jornal A Pátria
Guerra Junqueiro in jornal A Pátria
quinta-feira, 5 de maio de 2011
quarta-feira, 4 de maio de 2011
SAUDADES
ENTRE NÓS
Encontra-se entre nós, a matar saudades, o nosso amigo Gilberto Casal Lourenço que regressará a França, onde está radicado, em meados deste mês. Desejamos-lhe óptima estadia e boa viagem
CRISE
"FMI e Bruxelas concordam em facilitar despedimentos individuais"
Título da primeira pág. do Diário de Notícias de ontem
========== =============
"Banca em crise ganha 2,8 milhões por DIA!"
Título da 1ª página do Correio da Manhã de ontem
========== ==============
" Os 5 maiores bancos nacionais tiveram em 2010 lucros superiores a 3,9 milhões por dia e pagaram menos 55% de impostos que em 2009 (...) e a banca a operar em Portugal obteve do BCE, entre 2008 e 2010, 82.614 milhões de euros a pagar 1%, ou seja 826 milhões e nesse mesmo período cobrou juros de 5,05% e 6,87% embolsando um resultado líquido de 3.828 milhões".
Fonte do Banco de Portugal
============ =============
"Os que tiveram directa ou indirectamente relacionados com a crise, beneficiaram com ela e são os mesmos que exigem, por intermédio dos governos que influenciam, que sejam os trabalhadores a suportar os sacrifícios. Que grandes patriotas!
Comunicado do SINAPSA
Título da primeira pág. do Diário de Notícias de ontem
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"Banca em crise ganha 2,8 milhões por DIA!"
Título da 1ª página do Correio da Manhã de ontem
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" Os 5 maiores bancos nacionais tiveram em 2010 lucros superiores a 3,9 milhões por dia e pagaram menos 55% de impostos que em 2009 (...) e a banca a operar em Portugal obteve do BCE, entre 2008 e 2010, 82.614 milhões de euros a pagar 1%, ou seja 826 milhões e nesse mesmo período cobrou juros de 5,05% e 6,87% embolsando um resultado líquido de 3.828 milhões".
Fonte do Banco de Portugal
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"Os que tiveram directa ou indirectamente relacionados com a crise, beneficiaram com ela e são os mesmos que exigem, por intermédio dos governos que influenciam, que sejam os trabalhadores a suportar os sacrifícios. Que grandes patriotas!
Comunicado do SINAPSA
terça-feira, 3 de maio de 2011
segunda-feira, 2 de maio de 2011
domingo, 1 de maio de 2011
COMENTÁRIO
PRIMEIRO DE MAIO
Em Chicago, operários em greve exigiram e conquistaram a jornada de 8 horas de trabalho, apesar de brutalmente reprimidos pelas entidades patronais e policiais.
125 anos depois temos máquinas e novas tecnologias que permitem substituir o homem em muitas tarefas e ajudá-lo noutras, o que é muito bom.
Mas, como não podia deixar de ser, essas máquinas atiraram para o desemprego muitos milhões de braços de trabalho porque os senhores que governam o mundo nunca se preocuparam com isso, na ganância do lucro fácil, porquanto as máquinas, que produzem centenas ou milhares de vezes mais que os homens, não descontam para a Segurança Social, não têm horários e não protestam.
Bastaria que se tivessem reduzido as horas de trabalho, como o tiveram de fazer em 1886 para que o desemprego não fosse hoje o flagelo da Humanidade.
Esses ideólogos, mandões da Lei e do Mundo, não perceberam ainda que ao criarem batalhões de desempregados poderão com isso criar também a sua própria destruição. É que muitos dos muitos milhões de desempregados não dormem, apesar de outras máquinas criadas para o seu embrutecimento.
José da Luz Saramago
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